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Faixa Sonora

domingo, 28 de julho de 2013

A TARDE NO MAR


A tarde é de oiro rútilo: esbraseia.
O horizonte: um cacto purpurino.
E a vaga esbelta que palpita e ondeia,
Com uma frágil graça de menino,

Pousa o manto de arminho na areia
E lá vai, e lá segue o seu destino!
E o sol, nas casas brancas que incendeia,
Desenha mãos sangrentas de assassino!

Que linda tarde aberta sobre o mar!
Vai deitando do céu molhos de rosas
Que Apolo se entretém a desfolhar…

E, sobre mim, em gestos palpitantes,
As tuas mãos morenas, milagrosas,
São as asas do sol, agonizantes…


(Florbela Espanca)


4 comentários:

  1. Boa noite querido Mario. Mais um lindo poema de Florbela Espanca, sepre me encanta ler a sua poesia. Noite feliz, bons sonhos. Beijinhos da Ange....

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  2. Mario meu amigo querido....saudades de ti tb,mas a vida da tantas voltas...tantas...muita coisa muda a nossa vida tb viu...ando meio atarefada, estou voltando em breve para minha casa...agora já não há o pq estar aqui tao distante dos meus...Nunca me esqueço de ti amigo ...nunca .Estas tatuado aqui em meu coração para todo sempre , breve terei mais tempo para net e aos poucos voltarei...Te deixo um enorme abraco!!!ADORO A TI........

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  3. Uma bela e melancólica definição da tarde.Sempre sensível nas escolhas, Mário.

    Beijo, querido.

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  4. Soube escolher um belo soneto, Mário. Beijos!

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