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Faixa Sonora

terça-feira, 25 de novembro de 2014

APARIÇÃO



A mulher que por mim passou na rua, há pouco,

foi uma coisa diáfana, gentil,

cedo, a pairar

na sombra dum jardim

com flores, em baixo, ajoelhadas,

ao senti-la na altura,

e mandando-lhe o aroma em lágrimas, desfeito,

para mantê-la em uma nuvem branca…

 

Mulher, coisa diáfana, vaga e bela, sem desenho,

logo fluido animando o colo duma nuvem,

nuvem, num ápice, trucidada pelo vento!

 

EDMUNDO BETTENCOURT (1899-1973)

 

Poemas de Edmundo Bettencourt

 

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